sexta-feira, 7 de abril de 2017

O que aconteceu com essa bodega? Ninguém posta mais nada?

   Falaaa galera!

   Não, você não está sonhando! Tem um post novo no blog da Taverna GameMania! Mas afinal, o que aconteceu aqui que nunca mais teve postagens? Todo mundo morreu? Fugiram para Cuba? Foram raptados junto com o cara do Acre? (se você está lendo isso depois de 2018, essa piadinha não fará nenhum sentido).
   Galera, desde a última postagem até agora, muita coisa mudou! Pouco antes de iniciar esse hiato gigantesco de postagens, comecei e trabalhar com comércio de games, inclusive até informei isso na página do Facebook que sim, ainda existe [embora não tenha postagens também].

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Onde foram parar as locadoras de videogame?


   Quem viveu a infância durante a década de 90 certamente se lembra das locadoras de videogame e de frases célebres como "Quanto falta pra desocupar alguma mesa?", "Quando vão devolver o Resident Evil?", "EI! O MEU JOGO TRAVOU AQUI MOÇO", entre outros diversos bordões que temos certeza que permearam a infância de milhares de crianças.
   Nessa época a internet ainda era apenas uma lenda avistada num futuro distante e pouca coisa se sabia sobre ela, os videogames já eram produtos populares, principalmente o Super Nintendo e o Mega Drive, todavia o custo dos seus jogos eram altos, devido ao material usado para fabricar os cartuchos. Nesses tempos, quando uma pessoa tinha videogame em casa e uma soma de mais de cinco jogos diferentes já era considerada ostentação!
   Mas a locadoras surgiram com o intuito de acabar com essa "falta de opções de jogos", comprando dezenas de títulos e disponibilizando para locação. O preço geralmente era baixo, coisa de um ou dois reais, você alugava a fita em um dia e devolvia no outro, com exceções aos sábados, no qual você podia alugar e devolver somente na segunda. Era um bom negócio e os dois lados ganhavam!



   Entretanto, por mais ilógico que pareça, a locação de jogos era o negócio secundário da maioria das locadoras e o ganha pão mesmo ficava por conta dos videogames que a locadora possuía, no qual você pagava uma certa quantia em dinheiro para jogar por um determinado período de tempo, também com preços acessíveis. Nessa época era comum chamar um amigo para inteirar um real e ir na locadora jogar Super Nintendo durante uma hora.
   Não diria todas, mas de forma geral, grande parte das locadoras viviam cheias. Além das pessoas que estavam jogando, tinha os que estavam esperando sua vez, os que entravam e saiam para alugar os cartuchos, e tinha também aquela galerinha que só ia lá para ficar olhando e dando palpites. Foi nessa época que grandes mitos do videogame começaram a nascer, entre eles temos alguns famosos como:
  1. Mortal Kombat: Se você apertar Select quando aparece aquela carinha no canto da tela, você luta em uma fase secreta/com um personagem secreto.
  2. Street Fighter: Se você terminar o jogo no Hard sem tomar nenhum dano, você enfrenta um chefe secreto no final
  3. MegaMan X: Dá pra fazer o MegaMan usar o Hadouken! [Essa é verdade, mas na época ninguém sabia como fazer!]
   Não restam dúvidas de que as locadoras de videogame eram lugares agradáveis e ótimos para fazer amigos e compartilhar conhecimentos sobre jogos. Mas mesmo com tantos pontos positivos, aonde foram parar todos esses estabelecimentos?



   A resposta é simples e se resume em uma palavra: pirataria! Com o lançamento do Playstation em 1994 e o alto custo do console na época, o movimento nas locadoras triplicou! Todos queriam jogar aquele novo videogame de CDs com aquele controle esquisito, todos queriam desvendar os mistérios do Resident Evil e fazer bonitos gols no Winning Eleven, e por um bom tempo o Playstation foi responsável pelo aumento da renda dos proprietários. 
   Mas com o passar do tempo, a coisa começou a mudar. Logo de cara o Playstation foi desbloqueado, tomando o lugar de jogos que originalmente custariam entre cinquenta e setenta reais, para jogos pirateados, que podiam ser encontrados nas feiras de rua ou até mesmo buscados no Paraguai, por cerca de dez reais cada jogo.
   No começo isso foi muito bom para as locadoras, já que os donos podiam adquirir jogos por preços muito menores, o que acarretava na aquisição de mais jogos e aumentava cada vez mais a coleção. Desnecessário dizer que as locadoras com as maiores coleções de jogos eram as mais conceituadas.



   Foi então que o tempo passou e o preço do Playstation começou a cair e a caber no bolso da população [os computadores, que antes eram exclusivos da classe alta, também começaram a aparecer na casa das pessoas de classe média]. Mais pessoas foram comprando os consoles e deixando de ir na locadora para jogar, limitando suas visitas somente à locação de jogos. Só nisso podemos calcular que o lucro dos proprietários havia caído bastante, já que começaram a apelar para outras alternativas, como vender doces, refrigerantes, sorvetes e até mesmo alguns jogos usados que não eram mais tão jogados.
   Contudo, o final das locadoras foi, de fato, decretado quando os gravadores de CD começaram a ser comercializados no Brasil. Era simples, você comprava um CD virgem, que na época custava cerca de três reais, alugava um jogo, copiava para o CD virgem e pronto, já tinha aquele jogo com você pra jogar quando quisesse jogar. Além disso você também podia copiar os jogos dos seus amigos e dos amigos dos seus amigos, o que resultava numa coleção considerável de jogos, o que diminuia muito ou até mesmo anulava a necessidade de ir até as locadoras.



   Mas já dizia um grande sábio: Nada é ruim o suficiente que não possa piorar. Com a chegada da internet no Brasil, logo os gamers já tomaram conhecimento de que era possível baixar jogos do Playstation na internet, gravá-los em CDs e jogá-los em seus consoles, sem maiores problemas. Isso obviamente colocava um fim à necessidade de se deslocar até a locadora, sendo que agora era possível "adquirir" qualquer título do Playstation sem levantar da cadeira. Essa foi a cartada final, o golpe crítico, o cheque-mate das locadoras! Sem público para jogar e muito menos para alugar, os estabelecimentos passaram a ficar vazios e logo foram fechando, uma a uma. Poucas são as que resistiram ao tempo, e podemos dizer sem receio que mais de 90% das locarodas da década de 90 fecharam as portas.
   Hoje em dia o que mais se aproxima de uma locadora são as Lan Houses, que também se encontram em constante decadência e em poucos anos também terão o mesmo fim que tiveram as locadoras. Para nós que vivenciamos essa época, só resta a saudade de fazer amigos e compatilhar passwords e a felicidades por ter tido frequentado esses divertidos estabelecimentos e ter aprendido muito sobre os games! É uma pena para essa geração mais nova, mas infelizmente eles nunca saberão qual é a emoção de matar aquele boss com todo o público da locadora torcendo por você...



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Desenvolvedor reune equipe para produzir um novo jogo para o velho NES


   Lançado em 1985, o imortal NES [Nintendo Entertainment System], o console de 8 Bits da Nintendo que ficou conhecido popularmente como Nintendinho, foi uma das maiores revelações do mundo dos games e carregou consigo os capítulos iniciais de diversas franquias vivas até hoje, como Mario, Zelda e Metroid. Claro que isso não é novidade para ninguém, mas o que é novidade, no entanto, é que hoje, praticamente 30 anos depois, ainda existe uma equipe se empenhando para desenvolver um jogo para o console! Difícil de acreditar? Pois para que vocês leitores compreendam melhor a história, iremos começar pelo começo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Luva robótica promete nos fazer “tocar” a realidade virtual


   É notável que nos dias de hoje um dos assuntos mais falados nos sites e fóruns especializados em tecnologia é a realidade virtual e os famosos HMD’s [headsets de realidade virtual]. Quem teve a oportunidade de testar uma dessas máquinas gloriosas adorou a experiência e quem ainda não teve, mal pode esperar para que a oportunidade apareça [um bom exemplo desse segundo caso seria o que vos escreve]. Se pararmos para pensar, cerca de quatro ou cinco anos atrás a realidade virtual era apenas uma utopia em um futuro distante, hoje ela está cada vez mais perto de chegar até nossas casas. Acreditamos que em cerca de um ano boa parte da população mundial já terá acesso aos HMD’s.
   Pensando nisso, algumas empresas já passaram a explorar esse nicho prestes a nascer, e entre elas está a Dextra Robotics. A ideia é produzir uma espécie de exoesqueleto que se encaixa no pulso e nos dedos do usuário e o torna capaz de sentir o que ele está tocando na realidade virtual. A engenhoca foi batizada de Dexmo F2, e funcionará enviando um sinal para os atuadores encontrados nos dedos do usuário, fazendo com que uma resistência seja criada, obrigando o usuário a fazer força para movê-los, dando a impressão de estar segurando ou empurrando algo.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Telona #2 - O Labirinto do Fauno


Produtor: Guillermo del Toro
Título original: El Laberinto del Fauno
Duração: 118 minutos
Gênero: Drama / Ficção
Lançamento: 11 de Outubro de 2006




"Reza a lenda que há muito, muito tempo, no reino subterrâneo onde não existe mentira nem dor, vivia uma princesa que sonhava com o mundo dos humanos. Sonhava com o céu azul, a brisa suave e o sol brilhante. Um dia, burlando toda a vigilância, a princesa escapou. Uma vez no exterior, a luz do sol a cegou e apagou sua memória e qualquer indício do passado. A princesa esqueceu quem era e de onde veio. Seu corpo sofreu com frio, doenças e dor, e com o passar dos anos, morreu. Entretanto, seu pai, o rei, sabia que a alma da princesa regressaria, talvez em outro corpo, ou outro tempo e lugar, e ele a esperaria até seu último suspiro, até que o mundo deixasse de girar..."

   É com a narração desse pequeno texto que tem início esse espetacular filme do diretor espanhol Guillermo del Toro, responsável também pela direção de Hellboy, e mais recentemente fazendo uma importante participação no jogo Silent Hills. Embora o título sugira que o filme "O Labirinto do Fauno" possua uma temática fantástica e infantil, nós da Taverna advertimos: pense duas vezes antes de assisti-lo com seus filhos! Mesmo possuindo uma forte veia fabulosa e lendária, a produção conta com diversas cenas fortes e marcantes envolvendo violência excessiva e personagens macabros.


ATENÇÃO: ESSE TEXTO CONTEM SPOILERS, LEIA COM CUIDADO!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sheep, Dog, 'n' Wolf / Sheep Raider - Análise



Produtora: Infogrames
Distribuidora: Infogrames
Lançamento: 14 de Setembro de 2001
Gênero: Plataforma, Quebra-Cabeça
Número de jogadores: 1 (um)
Plataformas: Playstation, PC


TRAILER
"How far would you go to ger your prey?"

   Assim como toda criança que cresceu nos anos 90, passei grande parte das minhas manhãs assistindo os desenhos da TV. Assistia o Pernalonga, o Patolino, Tom & Jerry, Papaléguas e todos aqueles desenhos animados que permeavam a TV aberta na época. E como era tão fã de games como era dos desenhos animados, ficava muito feliz quando os dois mundos se misturavam. Adorava os jogos do Pernalonga, achava os do Tom & Jerry bem difíceis e sabia que o jogo do Ligeirinho era uma cópia do Sonic.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

PS4 e XONE? Coisa de mocinha! Conheça o Painstation


   De uma forma geral o desenrolar de uma partida competitiva contra um amigo é sempre igual: mesmo que não esteja valendo nada, existe uma grande tensão durante o decorrer da partida, o vencedor geralmente comemora com pulos, gritos e insinuações sexuais contra o perdedor ou a genitora do mesmo, enquanto o perdedor se sente frustrado, nervoso, ou injustiçado porque o "L2 não tá funcionando direito u.u". Todavia os alemães Tillman Reiff e Volker Morawe, que certamente que não fazem exames psicológicos regularmente, tiveram uma ideia "genial" para um trabalho na Kunsthochschule für Medien Köln [Acadêmia de Mídia Artística da Colônia] e fundaram uma companhia chamada //////////fur///// Art Entertainement Interfaces [não é erro de edição, esse realmente é o nome da companhia]. A ideia era semelhante à de todas as produtoras gamers: trazer o jogo virtual o mais próximo possível da vida real, porém a metodologia era diferente: nada de usar gráficos surreais, sem trilhas sonoras épicas e sem controles com sensor de movimentos e realidade virtual, o grande segredo do console é a punição para o perdedor, que deixa de ser apenas humilhação moral e passa a ser também dor física! E não estamos falando de um beliscão qualquer não, no caso de uma derrota há reais possibilidades de o jogador sair machucado de verdade da partida.
  Como isso é possível? Já iremos explicar.

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